Reabilitar . Habilitar . Manter

Musicoterapia para Indivíduos com Patologias do Foro Neurológico

Neurodesenvolvimento e neuroreabilitação
O cérebro humano começa a desenvolver-se desde o momento da concepção. Recebe e interpreta uma grande quantidade de informação sensorial, controla uma variedade de comportamentos motores simples e complexos, e é capaz de realizar lógica dedutiva e indutiva. Nesta perspectiva, as lesões em certas regiões cerebrais causam inevitavelmente perturbações nas funções correspondentes. O grau de défice neuropsicológico e a capacidade de recuperação do mesmo depende do tipo e localização da lesão cerebral bem como da evolução do episódio clínico.

A neurociência demonstrou que o cérebro não é estático e é capaz de se modificar e reorganizar após trauma neurológico. É possível o desenvolvimento de novos caminhos neuronais, o que permite aos pacientes (re)aprender competências. A neuroplasticidade é potenciada pela repetição variada de actividades ou movimentos. Através dela dá-se uma (re)organização intrínseca nos circuitos locais das regiões directa ou indirectamente afectadas pela lesão neurológica, normalmente adjacentes a esta. 

A música pode afectar-nos ao nível mental e corporal, transcendendo barreiras físicas, emocionais e cognitivas. A musicoterapia apresenta, por isso, vários benefícios pois pode ser adaptada às condições específicas de cada paciente. A aplicação terapêutica da música a disfunções cognitivas, sensoriais e motoras decorrentes de patologias do foro neurológico constitui a intervenção da musicoterapia. As técnicas clínicas focam-se em objectivos funcionais e terapêuticos de desenvolvimento e adaptação.
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Musicoterapia na Perturbação do Espectro do Autismo (PEA)

O termo “Autismo” provém da palavra grega “autos” que significa “próprio/eu” e “ismo” que traduz uma orientação ou estado. Assim, é o estado de alguém que aparenta estar invulgarmente absorvido em si próprio.
Os aspectos mais comuns na PEA são perturbações da relação e comunicação, perturbação da percepção e integração/coordenação sensorial e perturbação da actividade simbólica. No entanto, a expressão clínica varia bastante, não só de pessoa para pessoa como no individuo ao longo do ciclo de vida.

A música estimula ambos os hemisférios do nosso cérebro. Assim, é possível utilizá-la como apoio a uma actividade cognitiva ou para incentivar a comunicação e interacção com os outros.
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Musicoterapia no Envelhecimento Activo

A Organização Mundial da Saúde define Envelhecimento Activo como o processo de optimização das oportunidades para a saúde, participação e segurança, para melhorar a qualidade de vida das pessoas que envelhecem.

Assim, a promoção da saúde constitui um processo para dar às populações os meios de assegurar um maior controle sobre a sua própria saúde e de a melhorar e representa um processo global, que compreende não só as acções que visam reforçar as aptidões e capacidades dos indivíduos, mas também as medidas que visam alterar a situação social, ambiental e económica, de modo a reduzir os seus efeitos negativos sobre a saúde pública e sobre a saúde das pessoas.

A musicoterapia oferece várias oportunidades para a promoção da saúde uma vez que a participação numa actividade musical fornece um sentimento de propósito de acção e progressão da expressão criativa, ao mesmo tempo trabalhando competências cognitivas, físicas, comunicacionais e sócio-emocionais.
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